segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Traduzindo músicas: Queen - I'm going slightly mad

Eu não lembro desde quando eu conheço o Queen. Minha mãe sempre gostou, e reza a lenda que eu “assisti” o show da banda no Rock in Rio de 1985 de dentro da barriga dela (ela assistiu pela TV e estava grávida de mim, so…). Então, como ouvir Queen sempre foi uma constante em casa, eu sabia de cor o nome dos integrantes da banda – Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor – desde pequena, nem que fosse por causa da letra de The Invisible Man, que cita o nome de cada um antes de uma amostra do que eles fazem – vocal/piano, guitarra, baixo e bateria, respectivamente.

Eu sabia que o Freddie havia morrido em 1991 em decorrência da AIDS e sabia que ele era o cara divertido que se vestiu de rosa com um bigodão respeitável no clipe de I want to break free. Depois, na adolescência, é que eu descobri que eles são britânicos, que a banda se formou na década de 1970 e que o Freddie na verdade se chamava Farrok e nasceu numa ilha africana, que era colônia britânica na época. E que A kind of magic, além de um álbum, é a trilha sonora de Highlander, um dos meus filmes favoritos. E que…

Eu poderia ficar aqui falando tudo o que eu sei sobre Queen, mas não hoje, 05/09. Se estivesse vivo, Freddie faria 70 anos. Daí eu coloquei umas músicas pra ouvir e deu um estalinho. Eu nunca tinha publicado uma tradução do Queen! Então lá vai pra vocês essa música, que é do álbum Innuendo, de 1991, e tem um clipe sensacional e slightly mad =P

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Desafio musical de 30 álbuns – 9. Um álbum farofa

Eu demorei pra achar um álbum que se encaixasse nesse tema, e também por isso eu empaquei consideravelmente nessa lista. Mas vamos lá, consegui desempacar quando “descobri” uma coisa.

Primeiramente, o que é “farofa” no mundo da música?

É uma daquelas coisas que você identifica assim que ouve, mas que é difícil de definir. Após pesquisas internerds afora, eu consegui uma definição aqui:

Por definição, Músicas Farofa são todas as músicas com um instrumental pesado e com uma letra um pouco... Melosa demais, se é que você me entende. Um riff de guitarra extremamente empolgante e contagiante, contrastando com uma letra profunda e sentimental... Até demais.

Aliás, aí nesse link mesmo dá pra ouvir exemplos.

Ok, definição encontrada, por que eu não segui a vida e vim postar aqui? Porque eu cheguei à conclusão que eu NUNCA ouvi um álbum farofa!

Explico: a época em que eu comecei a ouvir rock foi uma época propícia para a prática da farofagem (eu tinha 15-16 anos), mas nunca cheguei a ouvir um álbum inteiro de alguma banda que fazia música farofa. Sério mesmo: eu adorava a sofrência, mas sempre pescava uma música aqui e outra ali. Eu vim começar a colecionar álbuns de músicas depois que eu já havia entregue minha alma meus ouvidos às músicas “trevosas”.

Sendo assim, já que eu não tenho um álbum pra apresentar, achei melhor colocar duas músicas que são a epítome da farofagem.

A primeira é In a darkened room do Skid Row. Não tenho vergonha NENHUMA de dizer que eu choraaaaaaava ouvindo “So tell me when the kiss of love become a lie”… ah, adolescência, essa fase tão… tosca.

A outra é de um cara que eu não particularmente curto, mas que sabia farofar como poucos: Bon Jovi. Eu realmente não era imune a coisas como “I play my part and you play your game, you give love a bad name”…

E como bônus, lembrei de outra que é pesada pra caramba, fala de amor e todo mundo conhece, já teve até cover de passarinho animado

É isso aí. Alguém tem alguma outra sugestão? Deixe aí embaixo! =)

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Let’s Pokémon Go!

Tô usando os bichinhos pra testar um recurso do Open Live Writer. Enquanto vocês leem isso eu tou caçando Pokémon. Smile with tongue out

Update: o recurso funciona perfeitamente. :)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

É, ele [ainda] faz falta…

Acho que a primeira vez que eu o vi foi num filme. Achei interessante que um cantor que obviamente era famoso estivesse “interpretando” a ele mesmo num filme. Não lembro que idade eu tinha, provavelmente uns 16, e eu devia achar que todo artista era meio fresco, que se retinha ao que ele fazia e ponto. Obviamente eu não o conhecia.

Eu não fazia ideia de que ele tinha feito outros filmes, muito menos que eu ia “ver” um deles no dia em que ele morreria e decidiria deixar pra assistir o filme quando estivesse melhor da cabeça – já que a cena mais linda do filme acompanha uma das músicas mais lindas que ele já fez e meu emocional não é bom o suficiente pra juntar as duas coisas. Lá se foi quase sete meses e eu ainda não tenho condições de ver o bendito filme.

Indiretamente, contudo, eu o conhecia. Ele tinha participado de uma música da banda que a minha mãe ouve desde antes de eu nascer e eu, por osmose, ouço desde pequena. E uma banda que eu andava ouvindo bastante naquela época havia feito um cover de uma música dele. Ironicamente, eu soube que a música era dele depois de aprender a tocá-la no violão. Mas isso também se explica: certa vez, pelo que eu li, quando um “fã” virou pra ele e disse que estava feliz que ele tinha feito um cover da banda famosa nos anos 1990, ele mandou esse fã ir se foder. Oops. Não era só eu que não sabia nada de música.

Depois daquele primeiro filme – e eu demorei ANOS pra efetivamente ouvir a música que ele cantou no palco – eu conheci algumas coisas mais. Eu não sou daquele tipo de fã que conhece TUDO do cara, mas eu conheço algumas coisas. Não tenho vergonha nenhuma de dizer que catei um monte de material dele nos dias após sua morte. Eu tinha pouca coisa, mas o que eu tinha, eu curtia muito.

Mas é, ele morreu. O planeta inteiro entrou em luto. Eu não parei de chorar por cerca de cinco horas. Eu conhecia tão pouco dele e não conseguia parar de chorar. Foi bem esquisito aquele dia. Eu tinha colação de grau marcada, mas não deu pra ir, por vários motivos, e provavelmente eu não ia ter cabeça pra iniciar outra etapa da minha vida justo naquele dia.

E eu ainda evito falar o nome dele, de tanto que ainda dói.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Pós-formatura

dez da manhã é muito cedo, pô. eu fui dormir era cinco da manhã, nem sei em que ponto o podcast parou. o horário é meio-dia, period. tem uma reunião pelo whatsapp, ops, cadê o celular? olha a roupa pra colocar no varal. escreve-reescreve-revisa. mercado. relógio quebrou, já tá anoitecendo? janta. lê pra escrever e revisar. uma notificação de jogo, não, quatro notificações de jogo. o turno da noite no twitter vai ter que começar sem mim, essa cozinha não vai se arrumar sozinha. “pausa pro cigarrinho?”. boa noite, durma bem, tenha bons sonhos. fone de ouvido guardado debaixo da cama. e-reader no celular funciona, after all. e a metáfora da coruja foi esplendorosa. devia escrever. não devo escrever. barulho, white noise. de novo o mesmo podcast, de novo quatro da manhã. mais meia hora e esse dia acaba.

ou só dá uma pausa. como se o mesmo dia estivesse acontecendo desde muito tempo.