sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O cúmulo do "nerd way of life" num seriado...

Holy crap, abandonei o meu blog!

Isso acontece com uma certa frequencia quando eu me foco em alguma coisa nova. Não fiz nenhum projeto ainda, só andei vendo um seriado por três dias seguidos. O nome dele é The Big Bang Theory.

Eu já tinha ouvido falar desse seriado, na verdade eu ouço falar de um monte de seriados, mas como não tenho tv a cabo acabo assistindo o SBT de madrugada. Mas enjoei de ver Cold Case (que é o meu favorito no Teleseriados, depois que Veronica Mars acabou) porque começaram a exibir reprises. Então saí caçando na internet e me deparei com The Big Bang Theory.
Como eu disse acima, não tenho TV a cabo, então procurei os episódios pela internet (observação: essa prática é condenável, mas eu não tive escolha, portanto, me perdoem...). E durante três dias eu me aventurei a baixar/ver o seriado, que está em sua terceira temporada.

The Big Bang Theory é uma sitcom que narra o cotidiano de Leonard e Sheldon, dois físicos teóricos que trabalham como pesquisadores em uma universidade. Seria chato se eles não fossem a personificação do estereótipo nerd. Leonard usa óculos, tem intolerância à lactose e tem em seu banheiro um shampoo do Darth Vader e um condicionador do Luke Skywalker. Sheldon, por sua vez, entrou na faculdade com 11 anos, é incorrigivelmente lógico (não à toa seu personagem favorito é o Dr Spock, da saga Star Trek) e aparentemente não dá a mínima pra humanas do sexo feminino. Completam a trupe Howard, um engenheiro que possui "apenas" um mestrado - sendo ridicularizado pelos amigos doutores por isso - e é mulherengo, apesar de ser um típico "pega-ninguém" e Rajesh, um astrofísico indiano que só consegue falar com mulheres (e homens afeminados, por sinal) quando está sob efeito de bebidas alcóolicas ou algum tipo de ansiolítico.

E tem a Penny. A Penny é uma "simples" garçonete que se muda pra Los Angeles com planos de se tornar atriz e acaba indo morar no prédio onde Leonard e Sheldon moram. Leonard se apaixona por ela e Sheldon, pra variar, a ignora como "ser pensante". E como todo bom nerd, Leonard se dá mal algumas vezes...

Os diálogos são todos cômicos, misturando ciência, quadrinhos, videogame, sci-fi, sarcasmo, trocadilhos e o Howard tentando se dar bem. A ambientação da sitcom se divide entre o apartamento dos garotos, o apartamento de Penny, os restaurantes que o quarteto frequenta, a loja de quadrinhos e o refeitório da faculdade - que me lembra muito o bandex da USP, em termos de nerdisse, lol -, além dos quartos de Howard e Rajesh às vezes.

Eu não entendo nada de Física, mas adorei o seriado. E enquanto eu gargalhava com o Sheldon e seu peculiar trato com as pessoas, eu lembrei que com 12 anos eu era um toco de gente insuportavelmente explicante - não conseguia deixar nada passar por mim sem uma explicação embasada articulada por mim mesma - e entendi, finalmente, por que eu tenho o rótulo de nerd desde esta idade. Pelo menos hoje eu gosto de ser identificada como uma...


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2 Comentários:

Às 11 de janeiro de 2010 11:25 , Blogger Hiperespaço disse...

Que ótima resenha!
Já vi esse seriado algumas vezes mas, como não gosto de siticons, nunca acompanhei a sério. Mas sua resenha me fez querer assisti-lo. Parabéns.

 
Às 23 de janeiro de 2010 15:30 , Blogger Elise disse...

Olá, Cerito! Essa sitcom é engraçada, eu morro de rir quando assisto... Vale mesmo a pena dar uma olhada! =D
Um abraço! =D

 

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