terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ser introspectivo cansa!

Ontem eu provei que um dos itens daquelas listas sobre pessoas introspectivas, mais especificamente sobre introspectivos precisarem recarregar as energias depois de "situações sociais", e que era o único que não se completava muito bem na minha vida, está irreversivelmente correto.

Acordei já pensando que a única tarefa que eu havia atribuído a mim mesma seria a finalização do último trabalho desse semestre letivo (e talvez o último dessa graduação!). Claro que eu não ia conseguir fazer: era folga da minha mãe e meu tio nos faria uma visita. Então eu deixei o pensamento do trabalho de lado e me lancei às várias atividades nas quais fui envolvida.

Quando cheguei em casa já era noite, umas 21h, e eu não conseguia me lembrar direito nem quantos anos eu tenho.

Eu parei do lado da minha cama, olhando pra minha prancheta e pra uns papéis que eu preparei pra um projetinho de arte, e fiquei com o olhar fixo neles. Minha mãe perguntou o que eu tava fazendo, porque eu fiquei parada feito um dois de paus no meio do quarto olhando pro travesseiro cheio de tranqueiras em cima. Eu respondi "Nada". E eu realmente estava fazendo nada. Meu cérebro só ficou mandando ordens pros meus olhos ficarem fixos ali enquanto provavelmente tentava achar o comando pra dar reboot na minha mente. Minha mãe chamou esse bug de "quebra na minha rotina", já que geralmente eu passo o dia sozinha, dando conta das minhas coisas, e ela tá um pouco certa. Mas eu chamo isso de "cérebro inundado de informações alheias".

Sim, eu preciso recarregar depois de um dia como o de ontem. E eu preciso estar completa e absolutamente SOZINHA pra fazer isso. Por completa e absolutamente sozinha eu quero dizer sem companhia física ou virtual, em silêncio ou ouvindo minhas músicas ou podcasts, sem pendências alheias às minhas responsabilidades e num lugar onde eu me sinta à vontade, por exemplo, na minha cama ou sentada no chão da cozinha.

Eu consegui "descansar" um pouco a mente depois de lavar a louça, conversar com o meu namorado via Skype, pensar em como seria viver numa sociedade que não dá a mínima nem pro Natal e nem pro Ano-Novo e numa parte do projetinho de arte já citado ali em cima. Todas são coisas que dizem respeito a mim, ao meu mundo. Isso me faz relaxar, pelo menos um pouco.

Mas esse processo de relaxamento dura um tempo. Um dia inteiro fora da "rotina" requer um bom tempo de recarga, digamos. O que quer dizer que hoje ainda estou cansada, e vai demorar uns dias até que essa introspectiva aqui consiga se sentir mentalmente descansada...

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4 Comentários:

Às 8 de dezembro de 2015 21:26 , Blogger Alan Flamer disse...

E é por esse motivo que as melhores férias pra mim geralmente não envolvem viagens pras casas da família, nem pra grandes lugares turísticos. Fico feliz em passar 90% do meu mês de descanso isolado no mundinho do vídeo game. Os mundinhos que eu escolhi pra mim e que eu me esforço todo ano pra poder visitar de novo. ^_^ E, claro, é bom quando a namorada visita esses mundinhos tb. rsss

 
Às 8 de dezembro de 2015 21:30 , Blogger Elise disse...

Deve ser melhor ainda quando você acaba com a base da namorada durante um PvP, não?

[sim, ainda estou puta com o fato de você ter me derrotado umas quinze vezes xD]

 
Às 8 de dezembro de 2015 21:32 , Blogger Alan Flamer disse...

Num mundo que me foi apresentado pela sujeita namorada. xD Mas, assim, nesse caso é mais gostoso o processo do jogo do que a vitória. Eu me divirto quando eu perco pra vc tb. Tipo, nas duas vezes que eu devo ter perdido. kkkkk

 
Às 8 de dezembro de 2015 21:33 , Blogger Elise disse...

Vai à merda! :P

 

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